CORREDOR DA MORTE: Festival de Música Hardcore

proposto por Emmanuel Mejía e Rodrigo B. Camacho

 

OBJETIVO

1) Fazer com que os funchalenses percebam que ribeiras acimentadas não fazem sentido absolutemente nenhum. 2) Incentivar a população local a mobilizar poder político bottom-up, de modo a inviabilizar quaisquer obras públicas que ecologicamente, paisagisticamente e culturalmente destruam as ribeiras do Funchal.

CONTEXTO

O Emmanuel Mejía contou-me que há um projeto em marcha para continuar o “alisamento” das ribeiras do Funchal em nome da segurança pública. Para além da indústria do cimento ser das mais globalmente destrutivas, o próprio cimento não é propício à vida. Vai tanto matar mais pessoas quando a água vier em estilo tabogan, a toda a velocidade, por alí abaixo; como impedirá que a vegetação se progage nas outrora porosas paredes rochosas da ribeira, que, essas sim, tinham a capacidade de reter e abrandar água.

DESCRIÇÃO DO PROJETO

Sendo que o acimentamento mafioso (socioeconomicamente inviável e ecologicamente condenável) de mais uma ribeira significa pura e simplesmente “morte”, sugiro tratarmos as coisas pelo nome. Muda-se o nome da ribeira atual para Corredor da Morte e inaugura-se este evento histórico com um grande festival de Doom e Death Metal.

AÇÃO

Expor a ideia a várias bandas de música hardcore, doom metal death metal, noise etc. Organizar uma programação forte e consistente. Apetrechar o festival com todas as características extra-musicais, que fazem parte de estilos de vida propícios à morte, seja ela simbólica ou biológica. O festival pode dar-se em Novembro, ou mesmo Dezembro, no próprio leito da ribeira, com muito ruido, energia e violêcia abundantes. Anunciações do fim do mundo e rituais satânicos são benvindos tambem. A ideia é amontoar tudo o que se possa associar adequadamente àquela obra de construção civil horrorosamente magnífica. Pode também ser produzida uma placa de inauguração ao bom estilo do Alberto João Jardim, e pregá-la com uma boa dedicatória, cheia de pesadas comendações em honra dos encomendadores, idealizadores, promotores e apoiantes da obra, claro está, sempre em nome da morte. Aberto a ideias.

P.S: É fácil entrar para dentro das ribeiras. Um “flash festival” faz-se bem 😉

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