VOLUNTARIAMENTE SOBERANOS

proposto por Rodrigo B. Camacho

 

OBJETIVO

Repensar e redesenhar o sistema de formação, organização e alocação de voluntários no campo da produção, processamento e distribuição alimentar. Dar mais poder aos produtores locais e a processos éticos de distribuição económica. Recusar o capital simbólico que os supermercados monopolistas querem alavancar com os seus míseros (ainda que altamente performativos) atos de filantropismo e assistencialismo. Optar, em vez disso, por produzir mais valor local, e retê-lo localmente, apoiando o desenvolvimento sustentável dos produtores e dos comerciantes locais.

AÇÃO

Retirar os esforços voluntários (capital humano valiosíssimo) da cadeia de valor detida por grandes superfícies como o Pingo Doce e o Continente (para mencionar apenas os dois maiores supermercados a nível nacional), mas também de todos os projetos e iniciativas emergentes dessas grandes empresas, ou afiliados e suportados pelos grupos corporatistas englobantes (Jerónimo Martins/Ahold Delhaize e SONAE respetivamente). Ejetar, o mais cedo possível, todos os recursos humanos de tais esquemas e realocar o tempo e os esforços destas pessoas (muitas das quais, jóvens em formação) no seio de sistemas mais pequenos e eticamente dignos, cujas atividades acrescentem valor social, económico e ecológico localmente, em vez de o destruir e/ou empobrecer.

Dar este passo com poder comunicativo. Publicitar o que se faz, e explicar publicamente porquê. Assumir esta transição como um ato educativo em direção a uma cultura consciente, e sustentável a nível regional e global.

PONTOS FORTES

  1. Um pequeno grande passo em direção à soberania e segurança alimentar insular;
  2. Ajudar a evitar a predação económica e financeira dos pequenos produtores pelos grandes superfícies grocistas e hipermercados;
  3. Mudar a perceção pública sobre o valor dos supermercados, de “fantástico” para “não assim tão fantástico”, ou até mesmo “duvidoso…”;
  4. Mudar a perceção social do agricultor: daquele que não sabe fazer mais nada, e que não tem outras opções na vida, para aquele cuja função é fulcral para o sustento de qualquer sociedade moderna.

CONTEXTO

Durante as nossas apresentações em Maio, ouvimos sobre vários projetos que são precisamente os jogadores chave deste esquema. De um lado temos o Banco dos Afetos, das professoras Cristina Pestana e Sandra de Freitas, que é um projeto de educação global através do envolvimento de alunos da Escola Secundária Francisco Franco em atividades de voluntariado. Do outro lado, temos os Prossumidores, do Manuel Vicente; um grupo local de produtores e consumidores conscientes, que têm como base ética a sustentabilidade e a regeneração dos sistemas locais. Com certeza que tanto o Banco dos Afetos, como os Prossumidores terão conhecimento de outros projetos e iniciativas semelhantes aos seus, um pouco por toda a ilha, e que poderão seguir este modelo; um modelo que interliga vontade de ajudar, com necessidade estrutural de melhorar a vida de todos, estrategicamente, e a longo prazo.


Por fim, podem descarregar este documento abaixo, e consultar, logo nas primeiras páginas, informações sobre a importância de conceitos como: Inovação Social, Economia Solidária, Transição Local e Sustentabilidade Integral. O Documento é riquíssimo em exemplos dados, a nível nacional, de boas práticas em acomportamentos e hábitos socio-ecológicos.

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